Anuário de Inclusão Digital 2010/2011


Anuário de Incusão Digital

A sociedade civil faz a sua parte.

“A segunda edição do Anuário ARede de Inclusão Digital traz um panorama das ações e inclusão social por meio das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) sob a responsabilidade de instituições privadas – na edição anterior, o Anuário ARede reuniu os projetos do setor público. Esta amostra representativa de programas e projetos em andamento por todo o país revela o potencial transformador de associações, organizações não-governamentais, institutos, fundações e empresas.

Embora pontuais, localizadas e descoladas de uma estratégia nacional de inclusão digital, são muitas as iniciativas que promovem a apropriação ferramentas tecnológicas para elevar a qualidade de vida das pessoas e das comunidades.

Nesta publicação, estão descritos 57 projetos da sociedade civil, distribuídos em duas modalidades: Terceiro Setor e Setor Privado (dentro do qual situam-se institutos e fundações mantidos por empresas). Na grande maioria, o agente tecnológico de inclusão pertence à área de informática (computadores, acesso à internet, redes sociais). Mas há também uma importante presença dos recursos de comunicação móvel (celulares), em especial em projetos ligados a documentação e a expressões artísticas populares. Essas ferramentas – que nos projetos mais maduros e consolidados muitas vezes acabam por se integrar – fazem parte, principalmente, do mundo (sem fronteiras) das novas gerações. São mais facilmente dominadas por crianças e jovens que, em poucos cliques e com muita ousadia, passam de simples usuários a criadores e desenvolvedores de ideias e soluções.

Por isso, provavelmente, esse é o público mais disputado nos projetos que constam desta amostragem. Escolas, filhos de trabalhadores, grupos de adolescentes em situação de risco social, jovens de comunidades excluídas, estudantes em vias de entrar para o mercado de trabalho, meninas e meninos que ajudam na renda familiar. Estes são os beneficiários da grande maioria das ações de inclusão em todo o país.

A porta de entrada, quase sempre, é a Educação. Seja no reforço do ensino básico formal, na preparação para estudos de nível superior por meio de cursos a distância, ou na qualificação para o desempenho profissional. Escolas das redes públicas e prefeituras são parceiras que fazem a diferença no sucesso dessas ações. É o apoio do poder público – a experiência comprova – que possibilita a mudança de paradigma,a evolução de uma ação isolada para um programa consistente e sustentável.

Infelizmente, o Anuário ARede 2010/2011 também mostra que as iniciativas, embora pautadas em propostas e objetivos mais estruturantes, na prática têm dificuldade de ir além dos níveis de impacto primários. Ou seja, limitam-se à inclusão digital básica, a chamada alfabetização digital – em que a formação se restringe a transmitir conhecimentos funcionais sobre softwares e hardwares.

Ainda temos poucos projetos mais avançados, onde os usuários são capacitados de modo que, depois de habilitados no uso das ferramentas, sejam capazes de potencializar suas novas habilidades. Mais do que isso: estejam preparados para usar o que aprenderam em aplicações que agreguem valor a suas atividades ou a seus estudos, e se transformar em autores e produtores de conhecimento.

O levantamento compilado nesta publicação é fruto de um trabalho jornalístico, que procurou identificar as melhores práticas, buscando exemplos de diversas naturezas, em variados recantos do território nacional. Não tivemos a pretensão de fazer uma abordagem sistemática e científica do tema. No entanto, acreditamos que os relatos e as informações coletadas podem municiar pesquisadores, pensadores e executores de políticas públicas na definição de rumos para que alcancemos, o mais breve possível, a plena inclusão digital da população brasileira.

A julgar pelo apanhado de projetos aqui reportados, os caminhos estão abertos. E a estrada vai se construindo, com mais amplidão e sustentação, na medida em que o acesso à internet se universaliza pelo país. O Plano Nacional de Banda Larga, anunciado este ano pelo governo federal, deve se prestar a dar um impulso extraordinário a todas essas iniciativas. As oportunidades estão colocadas. Precisam ser cobradas, fiscalizadas e aproveitadas pelos agentes da sociedade civil, que têm papel fundamental na construção de um Brasil mais justo e mais próspero.”

Essa é a apresentação desse anuário que está disponível para leitura e download nos seguintes endereços:

Para folhear:  ssuu.com/mandacarudesign/docs/anuario_arede_1_simples

Para baixar: PDF

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